sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Infopreta: informática para mulheres negras


Descrição para cegos: foto de Buh D'Angelo sorrindo, consertando um computador em seu escritório. É possível ver alguns fios, extensões de energia e notebooks ligados. 
Por Luana Silva

        A Infopreta é uma empresa de manutenção e informática criada por mulheres negras que presta serviços exclusivamente para outras mulheres negras. Foi fundada há cinco anos, em São Paulo, pela estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas Bruna D’Angelo, conhecida como “Buh”. O objetivo do empreendimento é combater a desigualdade, especialmente na área de Tecnologia da Informação.
        O mercado de TI é composto em sua maioria por homens e as mulheres, principalmente as negras, encontram dificuldades para conseguir trabalho. Bruna D’Angelo sentiu isso na pele: desde os 16 anos estuda Tecnologia da Informação, com certificados em Automação Industrial, Manutenção, Eletrônica e Robótica, mas ainda assim, faltavam-lhe oportunidades na área. Diante disso, ela teve a ideia de criar a Infopreta, para se inserir no mercado e ajudar outras mulheres negras.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Professor da USP fala do grupo de MPB Os Tincoãs

Descrição para cegos: capa de LP do trio Os Tincoãs. Nela estão os 3 integrantes cantando, sendo que um deles está tocando conga e outro, violão. Acima, lê-se o nome do grupo.

Os Tincoãs foi um grupo de música afro-brasileira formado no início dos anos 60. Nas letras e melodias, era marcante a presença das suas origens étnicas e das religiões de matriz africana, enaltecendo a cultura vinda dos povos africanos e, com isso, enriquecendo e influenciando a MPB com canções como Cordeiro de Nanã e Deixa a Gira Girar. O professor Ricardo Alexino Ferreira, da Universidade de São Paulo, em entrevista à Rádio USP, falou sobre o grupo musical. Ouça aqui. (Taísa Fervie)

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A luta das mulheres quilombolas do Sertão


Descrição para cegos: ilustração mostra, em primeiro plano, 3 mulheres quilombolas. A do meio segura um certificado da Câmara de Vereadores de Catolé do Rocha. A última, da esquerda para a direita, segura uma espécie de cumbuca. Em segundo plano, atrás delas, um negro idoso de perfil e um cartaz onde está escrito “Negro sim, e daí?”.

Por Luana Silva


Viviane Sousa, mestra em Direitos Humanos, Cidadania e Políticas Públicas pela UFPB, concluiu seu mestrado com a dissertação que teve como título Mama África: Os Quilombos do Sertão e a Luta das Mulheres Negras de Catolé do Rocha – PB. O trabalho aborda a luta pela terra e políticas públicas para os quilombolas da região de Catolé do Rocha e como as mulheres negras ocupam posições de liderança nesses espaços.
O título relaciona as quilombolas com a música Mama África, de Chico César, que fala sobre a figura da mulher forte, que muitas vezes tem que se dividir entre os cuidar dos filhos e trabalhar fora. No decorrer do trabalho, aparecem outros trechos da poesia compositor catoleense que retratam a negritude no Sertão da Paraíba.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Evento na UFPB discutiu atualidade social e política de Guiné-Bissau

Descrição para cegos: foto de uma das mesas de debate do evento, com professores e convidados. À direita se vê um banner com a marca do Neabi e, à esquerda, as bandeiras do Brasil, de Guiné-Bissau e da UFPB.

A quarta edição da Comemoração da Independência da Guiné-Bissau ocorreu de 21 a 23 de setembro. O evento foi uma realização da comunidade guineense da UFPB com o apoio do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-brasileiros e Indígenas – o Neabi. O aniversário de independência do país africano foi comemorado com palestras, debates e mostras cultural e gastronômica. Eu realizei uma reportagem para o programa Espaço Experimental, programa que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Jéssica Soares)

domingo, 17 de setembro de 2017

Racismo em Marly-Gomont


Descrição para cegos: foto promocional do filme mostra Seyoko, esposa, filho e filha em uma rua de Marly-Gomont. Pai e mãe seguram guarda-chuvas abertos.

Por Luana Silva

Seyolo Zantoko é um jovem médico do Congo formado na França. Pensando em estabelecer-se no país junto com sua família, resolve trabalhar em uma pequena cidade chamada Marly-Gomont. No entanto, algo impede que sejam bem recebidos naquele lugar: a cor de sua pele. Essa história aconteceu nos anos 70 e inspirou o filme Bem-vindo à Marly-Gomont, do diretor Julien Rambaldi, lançado em 2016.
O povoado ao norte da França estava há algum tempo sem médico. Por ser uma área rural, poucos profissionais se dispunham a trabalhar lá. Seyolo chega ao local bastante entusiasmado com seu novo emprego e aguarda ansiosamente os primeiros pacientes.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Indígenas e o sistema carcerário

Descrição para cegos: A advogada Viviane Balbuglio falando em um microfone.


O sistema prisional brasileiro não dispõe de dados objetivos sobre indígenas encarcerados. O problema foi denunciado por Viviane Balbuglio, em entrevista ao site Artigo 19. As denúncias surgem em uma pesquisa que buscou informações nas secretarias de segurança pública dos estados. Viviane Balbuglio é advogada e integrante do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania(ITTC). A pesquisa revelada na entrevista diz que não há praticamente o registro de dados desagregados em aspectos relevantes, como os que se referem ao povo, aldeia ou língua, limitando o registro da identidade indígena apenas à declaração da cor no momento da prisão. Confira a entrevista na integra aqui. (Elthon Cunha)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Mulheres negras: o racismo que atravessa gerações

Descrição para cegos:
  ilustração de uma
 jovem  negra,
caminhando,  com
 o punho cerrad

Em um artigo publicado no site Le Monde Diplomatique Brasil, o historiador Evanildo Barbosa da Silva e a socióloga Rachel Barros discutem a transmissão geracional do racismo e da desigualdade no Brasil, especialmente entre as mulheres negras. Os autores destacam que essas mulheres são submetidas a violações de direitos que ultrapassam gerações, como condições de trabalho precárias, falta de acesso à saúde, encarceramento e menor expectativa de vida em relação às mulheres brancas. Leia o artigo completo aqui. (Luana Silva)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

É tudo culpa de Portugal

Descrição para cegos: foto mostra integrantes do bloco Filhos de Gandhy concentrados para desfile. Eles vestem fantasia composta por lençol costurado nas laterais, turbante feito de toalha de banho, e colares, azul e branco, cruzados no corpo. Ao fundo, vê-se um prédio antigo.

Por Jéssica Soares

É tudo culpa de Portugal
Misturaram os povos do meu país
E minha identidade foi se fragmentando e perdendo forças

É tudo culpa de Portugal
Meu agogô, meu berimbau,
hoje são confundidos no carnaval
Então eles vestem uma camiseta que chamam de abadá,
mas eles sabem mesmo o que é um abadá?
E nessa festa que se apropriam da minha cultura
eu vou perdendo o meu axé
Agora estou fora da corda vendo eles deturparem minha cultura

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Evento discutiu genocídio da população negra na Paraíba

Descrição para cegos: foto do procurador José Godoy olhando para a câmera. Atrás dele há um painel onde se vê repetida a sigla MPF.

Para cada branco assassinado, morrem 29 negros no estado. Este e outros dados estão na carta resultante do I Seminário Paraibano Sobre o Genocídio da População Negra e Políticas Educacionais. O evento foi promovido pelo Comitê Interinstitucional de Monitoramento e Avaliação das Políticas Públicas e ao Enfrentamento do Genocídio da População Negra em parceria com o Ministério Público Federal. O objetivo do seminário foi fomentar o debate dando voz aos movimentos sociais, mobilizando todos que possam contribuir nessa ação. Na quarta e na quinta-feira foram realizadas palestras que proporcionaram um panorama geral do assunto sob variados pontos de vista. Ouça a reportagem que Luciana Duarte fez para o Espaço Experimental, programa que vai ao ar todos os sábados às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Jéssica Soares)

Vereador de Salvador veio à Paraíba discutir o genocídio do povo negro

Descrição para cegos: foto do vereador Sílvio Humberto sorrindo para a câmera.

Sílvio Humberto também é professor da Universidade Estadual de Feira de Santana e Presidente Emérito do Instituto Cultural Steve Biko. Ele foi um dos convidados do II Seminário Paraibano sobre Genocídio da População Negra e Políticas Educacionais. Em sua palestra, Sílvio destacou o caráter estruturante do racismo na sociedade e a força do poder de consumo na exclusão da população negra. O vereador afirmou que o enfrentamento do genocídio negro é uma questão de escolha política, tal qual a solução da corrupção. Ouça a reportagem que Danielle Mendes fez para o Espaço Experimental, programa que vai ao ar todos os sábados às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz) produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Jéssica Soares)