domingo, 13 de agosto de 2017

Racismos, antirracismos e culturas de branquitude foram discutidos na UFPB

Descrição para cegos: foto do professor Petrônio Domingues sentado, falando em um microfone que segura com a mão direita enquanto gesticula com a esquerda.
O evento foi organizado pelo Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes e pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-Brasileiros e Indígenas, o Neabi. A mesa do debate foi realizada para abertura do período letivo do CCHLA e aconteceu terça-feira, no auditório deste Centro. A mesa foi composta pelos professores Petrônio Domingues, da Universidade Federal de Sergipe; Elio Chaves Flores, do Departamento de História da UFPB; e Mônica Nóbrega, Diretora do CCHLA. Foram debatidos diversos aspectos do tema, como o histórico do racismo no Brasil e as políticas públicas de antirracismo. Na ocasião foi ressaltada a importância do estudo das culturas de branquitude para um entendimento mais aprofundado das questões raciais. Eu entrevistei o professor Petrônio Domingues para o programa Espaço Experimental, produzido na disciplina Oficina de Radiojornalismo no curso de Jornalismo da UFPB, que vai ao ar todos os sábados às 9h, na Rádio Tabajara AM (1110 KHz). (Jéssica Soares)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Ativistas debateram feminismo lésbico negro na UFPB

Descrição para cegos: foto de Marli Soares de perfil.

A Liga Brasileira de Lésbicas e o Grupo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais Maria Quitéria, realizou no dia 29 de julho uma roda de diálogo. O tema foi Discutindo o Feminismo Lésbico Negro: construindo a visibilidade, dignidade e respeito. O debate aconteceu na sede do Sindicato dos Professores no Campus de João Pessoa e contou com convidadas de coletivos feministas da Paraíba e Pernambuco. Foram discutidas questões como representatividade LGBT, racismo, lesbofobia, saúde pública e direitos da mulher negra e lésbica. Ouça a entrevista da repórter Laís Suassuna para o Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110KHz) produzido pela disciplina de Radiojornalismo da UFPB. (Jéssica Soares)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

VI Colóquio de Diversidade Étnica, com Cláudia Lago

Descrição para cegos: foto da professora Cláudia Lago falando durante o colóquio. Na parte inferior da foto aparece em primeiro plano a câmera filmando, mostrando a imagem dela no visor.

A professora Cláudia Cristina do Lago Borges, do Departamento de História da UFPB, foi a convidada da turma de Jornalismo, Cidadania e Direitos Humanos da Universidade Federal da Paraíba para o VI Colóquio de Diversidade Étnica, ocorrido no dia 27 de abril de 2017. Ela é Mestra e Doutora em História com pesquisas nas áreas de História Indígena e do Ensino de História. No colóquio organizado por Annaline Araújo, Beatriz Lauria, Elizabeth Souza e Priscila Monteiro ela abordou questões como o estereótipo indígena, representatividade negra, a diferença entre identificação e apropriação cultural, restauração da língua tupi-guarani e os projetos que incentivam a memória do povo indígena.

CONFIRA O COLÓQUIO NA ÍNTEGRA:

1 - Políticas indigenistas
A professora destaca a forma como o cenário político atual é prejudicial às políticas indigenistas e como o atual governo tem tentado reprimir as manifestações do povo indígena.


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Negros estão entre as menores rendas do Brasil

A distribuição de renda é somente uma das dimensões da desigualdade na região analisadas no relatório anual “Panorama Social da América Latina 2016”. Foto: EBC
Descrição para cegos: foto de um beco com casebres sem reboco, com sujeira e esgoto a céu aberto. Em primeiro plano uma menina e um homem se voltam para a câmera. Ao fundo, duas mulheres caminham enquanto atrás delas uma criança corre com bexigas na mão.
 
A ONU publicou no fim de maio o relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) o qual demonstra que a população negra está entre as menores rendas do Brasil, fazendo um comparativo com a população que não é afrodescendente. Uma desigualdade que se manifesta nas relações socioeconômicas, territoriais e de gênero, sendo que esta última tem como evidência mais eloquente na situação das trabalhadoras domésticas. A matéria completa você encontra aqui. (Annaline Araújo)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A negligência com a história do povo negro


Descrição para cegos: foto da jovem Sarah Forbes Bonetta, em vestido longo, em pé diante de uma cadeira de ferro onde apoia as mãos; o chão tem algumas folhas secas e o fundo da imagem é preenchido por plantas de um jardim.

Sarah Forbes Bonetta,
menina ex-escravizada, é a prova de como o povo negro é excluído da História. Na matéria divulgada no site Hypeness, é contada a trajetória da jovem Sarah que, em 1848, estava prestes a ser morta em Serra Leoa quando foi salva por um capitão do exército inglês e terminou se tornando afilhada da rainha Victória. Esse tipo de omissão é bem comum quando se trata da história do povo negro que, durante séculos, foi marginalizado e torturado. Tais transgressões se perpetuam e não ferem apenas o corpo dos que sentem essa dor, mas também a alma e sua tão rica história que é negligenciada como forma de tentar silenciar a riqueza que a circunda. Confira a matéria na íntegra aqui. (Elizabeth Souza)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Escolhi resistir!


Descrição para cegos: foto sombreada com uma flor sobre o ombro de uma mulher.

Por Elizabeth Souza

Escolhi resistir, lembro bem o dia e o lugar.
Escolhi resistir e não me calar perante termos jocosos que tentam me desqualificar.
Escolhi resistir e não me permitir entristecer com comentários negativos como: “teu cabelo é muito cheio”, “não é melhor alisar, não?”, “menina, e essa testa?”, “nossa, teus olhos são muito grandes!”.
Escolhi resistir e não me permitir assistir impassível ao racismo que mata, fere e destrói vidas.
Escolhi resistir todas as vezes que disserem que minha pele é quase branca numa tentativa de deslegitimar minha herança genética.
Escolhi resistir e não silenciar sempre que alguém disser que eu tenho que me contentar com as migalhas que a mim forem oferecidas porque, na visão deles, não estou podendo escolher.
Escolho! Escolho sim! E as minhas escolhas estão preenchidas por alguém que vai muito além do que um outro possa me oferecer. O que eu busco está em mim: a paz, o sossego, o amor próprio e a força necessária pra encarar essa sociedade preconceituosa e intolerante.
Escolhi resistir e essa é uma escolha diária, que tem se renovado a cada manhã, na tentativa de também alcançar outras pessoas, pois não adianta reter essa energia só pra si, é preciso transbordar.
Não quero somar na falta de amor, na intolerância e desigualdade que têm sufocado a sociedade.
Vou fazer diferente, escolhi resistir.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Grupo de meninas do Ceará cria projeto de empoderamento negro na escola

Descrição para cegos: foto das idealizadoras do movimento Crespianas ao lado do professor orientador.

O Crespinianas foi idealizado por três alunas do Colégio de Ensino Profissionalizante Professor José Augusto Torres, em Senador Pompeu, no Ceará. Orientadas pelo professor Denis Lima, as estudantes Giselle Biana, Joice Batista e Yasmim Lima estão à frente do movimento. O Crespinianas desenvolve atividades em escolas públicas e privadas desde 2015. No ano passado, conquistou a segunda posição na Feira Regional de Ciências e Cultura, organizada pela Secretaria de Educação do Ceará. Desde então, as meninas têm sido convidadas para discutir empoderamento negro em outras escolas e até mesmo universidades da região. Ouça a entrevista da repórter Renata Torres para o Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110KHz) produzido pela disciplina de Radiojornalismo da UFPB. (Annaline Araújo)
                                     

domingo, 4 de junho de 2017

MPF publica material didático contra o racismo

Descrição para cegos: capa da cartilha com
desenho de casal indígena com pintura típica
e cocares, acenando. Em torno deles há
vegetação e, no chão, entre os dois, há uma
tartaruga. No braço dela, há um sagui.
 Acima do desenho, o título da cartilha:
"Para fazer de nossa sociedade um lugar
livre de preconceito contra os povos indígenas"
Por Annaline Araújo
Um material didático em versão digital com informações para o combate a atitudes preconceituosas, racistas e discriminatórias contra povos indígenas, foi publicado pelo Ministério Público Federal (MPF), em maio.
A produção do material é resultado de um acordo assinado em Santarém, no Pará, em outubro do ano passado. O MPF pediu à Justiça que obrigasse a União, o estado do Pará e o município a promoverem medidas educativas para combater o racismo contra indígenas no Estado.
A demanda da produção desse material se deu após denúncias registradas pelo MPF/PA mostrarem que atos discriminatórios contra os índios têm sido recorrentes no Estado, principalmente em ambientes escolares ou em meio a disputa pelo direito à terra.
O texto aponta ideias enraizadas na sociedade sobre o povo indígena camufladas de preconceito, discriminação e violência. São citados exemplos como primitivos, aculturados e preguiçosos e o próprio texto contrapõe essas ideias com respostas objetivas e bastante didáticas que desconstroem esses pensamentos.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Criado comitê para monitorar políticas públicas para negros e indígenas

Descrição para cegos: foto da reunião que criou o comitê. As pessoas estão sentadas em torno de uma grande mesa oval, em uma sala.


A reunião de implantação aconteceu no último dia 12, no campus da UFPB em João Pessoa. O comitê tem caráter interinstitucional, envolvendo vários setores da sociedade. Entre seus objetivos, além da avaliação das políticas públicas, destacam-se: o enfrentamento do genocídio da juventude negra e a defesa do território quilombola na Paraíba. A iniciativa inspira-se no Cecun, o Centro de Estudos da Cultura Negra, do Espírito Santo. Assim, a Paraíba engaja-se na Campanha Nacional para efetivação do Artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. O artigo determina que a história e a cultura afro-brasileira e dos povos indígenas integrem o currículo escolar dos níveis fundamental e médio. Ouça a reportagem que o repórter Rennan Ono fez sobre o comitê para o Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM ( 1.110 KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do curso de Jornalismo da UFPB. (Elizabeth Souza)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Cultura de quilombo-indígena foi tema de evento em João Pessoa

Descrição para cegos: foto da antropóloga Larissa Isidoro posando com um peça da exposição, que é um manequim de uma criança vestida com roupa típica do quilombo. Larissa tem o braço direito em volta dos ombros da peça. Atrás dela há vários quadros da mostra, parcialmente visíveis.


O evento aconteceu no último dia 6, na Estação Cabo Branco, e contou com apresentações culturais e roda de diálogo. Seguindo a programação, foi inaugurada a mostra Tiririca dos Crioulos: pessoas fortes na luta, que permanece até o final de junho e faz parte do projeto-ação Do Buraco ao Mundo. A iniciativa atua desde 2014 no quilombo-indígena Tiririca dos Crioulos, localizado no município de Carnaubeira da Penha, em Pernambuco.
A ação visa o fortalecimento cultural através do resgate da história do povoado. Ouça a reportagem que o repórter Joanderson Almeida fez sobre o evento para o Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM ( 1.110 KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do curso de Jornalismo da UFPB. (Elizabeth Souza)